A noite, Hefesto caiu quase morto na ilha de Lemno. Um dos moradores da ilha cuidou dele, mas não conseguiu lhe recuperar a perna ferida. De acordo com outra versão, Hefesto já nasceu coxa e Hera, envergonhada, lançou-o do alto do Olimpo para os outros deuses não vê-lo.
Para vingar-se de sua mãe, Hefestos inventou e confeccionou um trono cheio de grilhões que prenderiam quando alguém nele se sentasse. Hera adorou o presente e sentou-se imediatamente nele, ficando presa. Os demais deuses despacharam Diôniso à procura de Hefesto para soltá-la e foi necessário que ele o embriagasse para convencê-lo a ir ao Olimpo.
Os vulcões eram as oficinas onde Hefesto trabalhava, auxiliado pelos Cíclopes. As armas e o célebre escudo de Atena foram fabricados por Hefesto, a pedido de Têmis. O deus também era um joalheiro e confecionou o colar de Harmonia.
Por determinação de Zeus, Hefesto se casou com a bela Afrodite, mas a deusa do amor não demorou a traí-lo, tornando-se amante de Ares. Numa noite em que os dois se excederam no entusiasmo e permaneceram juntos até que Hélios (o Sol) brilhasse nos céus, este os avistou e denunciou para Hefesto.
Hefesto, então, preparou uma rede invisível e a colocou no leito da esposa. Quando os amantes se deitaram a rede os prendeu e Hefestos chamou todos os deuses para testemunhar o adultério. Afrodite fugiu, envergonhada, sob a gargalhada de todos os outros que presenciaram a cena.
O deus-ferreiro teve muitos filhos, entre os quais Árdalo, um escultor lendário, e Paláimon, um dos argonautas. Sem falar em Erictônio, que nasceu do esperma derramado nas coxas de Atena.
As lendas ainda dão conta de que Hefesto colaborou no nascimento de Atena, participou da criação de Pandora, modelando em barro seu corpo, e prendeu Prometeu às rochas do Caucaso, com os cravos que fabricou.
O deus Vulcano dos vulcões foi assimilado a Hefesto.
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